"Amem sem cor, raça ou gênero."

On 18:18 by LL in ,    4 comments
 Duas mulheres em plena harmonia

Questões a Considerar...


Vc está segura (o) do que sente?
1. Estás segura (o) da tua orientação sexual? Não discutas o assunto sem seres capaz de responder com segurança à questão "Tens a certeza?". Confusão da tua parte vai aumentar a confusão dos teus pais e diminuir a sua confiança nas tuas decisões.
2. Sentes-te confortável com a tua homossexualidade? Se atravessas períodos de culpa ou de depressão, é melhor esperares. Vais precisar de muita energia e de uma forte auto-estima.
3. Tens apoio? Deve existir alguém (um amigo, ou um grupo de amigos) a quem possas recorrer no caso de a reacção dos teus pais te devastar.
4. O que sabes sobre homossexualidade? Os teus pais deverão reagir baseados na informação transmitida por uma sociedade homofóbica durante as suas vidas. Se tens lido sobre o assunto vais poder ajudá-los, partilhando informação fiável e investigação.
5. Como vai o clima emocional em tua casa? Se podes escolher, opta por uma altura em que os teus pais não estejam a braços com problemas como a perda de familiares, problemas de saúde, ou desemprego.
6. Tens paciência? Os teus pais vão precisar de tempo para assimilarem toda a informação. O processo pode demorar de 6 meses até 2 anos.
7. Por que razão lhes vais contar? Espera-se que seja porque os amas e te sentes desconfortável com a distância que sentes. Nunca reveles a tua homossexualidade em momentos de raiva, ou durante uma discussão, usando a tua sexualidade como uma arma.
8. Tens recursos disponíveis? A homossexualidade é um assunto acerca do qual poucas pessoas não homossexuais estão informadas. Dispões, pelo menos, de um livro escrito para os pais.
9. Dependes financeiramente dos teus pais? Se suspeitas que eles te podem cortar o dinheiro que necessitas para os estudos, ou forçar-te a sair de casa, ser melhor esperares até não poderem usar essa arma.
10. Como é que te relacionas normalmente com os teus pais? Se sempre se deram bem e partilharam o vosso amor mútuo, há grandes probabilidade de poderem lidar positivamente com o assunto.
11. Como visualizam eles a moral? Se tendem a ver os assuntos sociais como bons/maus louv veis/conden veis, podes prever dificuldades em entenderem a tua sexualidade.
12. Estás mesmo disposto a fazê-lo? Nem toda a gente devia contar aos seus pais. Não precisas de o fazer se não prevês melhorias na vossa relação.

Eles vão sentir uma perda

Pais e filhos trocam de papel

Quando contares aos teus pais podes deparar-te com uma inversão dos papéis pais/filhos. Eles vão precisar de aprender pela tua experiência. Enquanto eles processam a tua revelação terás que assumir o papel parental, dando-lhes tempo para que se expressem e façam progressos.
Provavelmente vais ficar impaciente. Lembra-te do teu próprio caminho: há anos que tens que estás a aprender a lidar com a tua homossexualidade! Apesar de eles terem que lidar com os mesmos assuntos com que tu já lidaste, a diferença é que tu vais à frente. Tem paciência.

Separação e perda

Muitas famílias encaram a notícia como uma perda temporária (quase como uma morte) de um filho ou filha que conheciam e amavam. Tal como no luto, a primeira reacção dos pais de lésbicas e gays centra-se na separação e perda.
Os pais sentem perda quando sabem que os filhos são homossexuais, mas o mais provável é que se trate de um sentimento temporário.

Não é assim tão linear

Apesar de as fases descritas se aplicarem à maioria das pessoas, não são iguais para toda a gente. Por vezes uma fase ocorre fora de ordem; ocasionalmente uma nem chega a acontecer. Uns fazem progressos em três meses; outros demoram anos.
Alguns não fazem progressos alguns. Em qualquer caso o primeiro sentimento é o de perda.
A maioria dos pais pensa que entende os seus filhos desde o dia do seu nascimento. A maioria está bastante confiante acerca do que se passa com eles. Ao perderem esta ideia que sempre tiveram acerca dos seus filhos não sabem se vão gostar da pessoa real que a vem substituir.

Uma descoberta traumática

Eles dão-se conta da separação que existe entre vocês pela primeira vez - a mesma separação que tu já conheces há anos. É uma descoberta traumática. Com compreensão e paciência de todas as partes, essa relação pode ser recuperada. De fato, na maioria dos casos chega a melhorar, uma vez que se passa a basear em honestidade mútua.

Fase 1: O Choque

Se eles não faziam ideia

Podes prever o estado de choque se suspeitares que os teus pais não fazem ideia do que estás prestes a contar. Pode durar de qualquer coisa como dez minutos a uma semana; geralmente passa nalguns dias. O choque é uma reação natural por que todos passamos (e precisamos) para evitar estados de grande tensão e infelicidade.
Explica-lhes que não tens sido capaz de ser completamente honesta (o) para com eles e de que não gostas da distância que tem aumentado entre vocês nos últimos anos. Afirma o teu amor por eles. Diz isso mais que uma vez. Embora possam não responder inicialmente à tua afirmação, isso vai penetrar durante as horas em que estão sós, a pensar no assunto.
Lembra-lhes que és a mesma pessoa hoje que eras ontem: "Vocês gostavam de mim ontem, antes de vos contar; não mudei desde ontem. Sou a mesma pessoa hoje que era ontem".
Alguns pais já sabiam

Ocasionalmente os pais não sentem choque algum: "Sempre soube que eras diferente; considerei essa hipótese. Por mim tudo bem. Gosto muito de ti. Vais ter que me ajudar a compreender e aceitar a realidade".
Por vezes dizem: Já sabíamos há algum tempo por causa de uma carta que deixaste na mesa no Verão passado; estávamos à espera que nos contasses". Nestas situações a tua tarefa vai ser consideravelmente mais fácil, uma vez que já passaram, por eles próprios, algumas das fases.

Fase 2: Negação

Um escudo de protecção

As reacções de negação podem ter muitas formas: hostilidade ("Nenhum filho meu vai ser gay!"), não dar ouvidos ("Está bem, filho, o que queres para o jantar?"), indiferença ("Se escolheres esse estilo de vida, eu não quero saber de nada."), ou rejeição ("É só uma fase; vai passar.").
A percepção que eles vão ter da tua homossexualidade vai ser distorcida pelas mensagens que têm ouvido e aceitado de nossa sociedade homofóbica. A forma como a negação é exprimida pode variar desde um silêncio constrangedor a uma gritaria e choro histéricos. Muitos pais tem uma reacção intermédia; choram frequentemente.

Se eles te quiserem levar a um psicólogo

Poderás estar pronto para sugerir aos teus pais alguém a quem eles próprios possam recorrer para os ajudar a clarificar a sua confusão. Ser prudente escolher alguém não-homossexual, porque os teus pais vão querer falar com alguém com uma perspectiva imparcial.
Se eles te pressionarem para consultar um psicólogo, sugere-lhes o mesmo para eles. Eles podem resistir alegando que não necessitam de ajuda; lá no fundo, no entanto, provavelmente vêem com bons olhos alguém com quem falar.
Os teus pais podem precisar de ajuda para distinguir o "normal" da "norma". É provável que pensem que a homossexualidade não é normal. Podes ajudar, explicando-lhes que apesar de não ser a norma, é o que é natural para ti. Salienta que existe sempre excepções às regras: enquanto a maioria das pessoas é destra, alguns são canhotos; enquanto a maioria tem dois olhos da mesma cor há quem os tenha de cores diferentes.
Eles precisam compreender que apesar da tua orientação sexual não pertencer à norma, ela é perfeitamente normal e honesta no que te diz respeito.

Atravessando a negação

Se a sua fase de negação tomar a forma de "Não quero falar disso.", dever s tomar uma iniciativa sutil se não mudarem a sua posição ao longo de uma semana: "Pai, tenho esperado anos por uma oportunidade para falar sobre isto; por favor não me ponhas fora da tua vida. Não posso continuar a mentir-te. Gosto muito de ti e quero que continues a gostar de mim.". Personifica as tuas frases de modo a que possam penetrar as suas defesas.
Não há necessidade de lhes dizer mais do que aquilo que perguntam. Voluntariar informação acerca de experiência só os fará criar defesas maiores. Responde apenas ao que te perguntam; eles farão mais questões noutra altura. É prudente clarificar as questões antes de lhes dar uma resposta, uma vez que eles não vão estar à vontade no assunto.
Um dos pais pode ser mais lento

Deves estar preparada (o) para lidar com os teus pais em separado, se necessário. A maior parte dos casais encara a tua relação como qualquer outra situação de choque: um ser mais rápido em superar o problema. Não fiques preocupado com o mais lento.
É normal os casais entrarem em ruptura em alturas como estas. Podem ocorrer situações de tensão entre os teus pais, tanto expressa, como encoberta.

Fase 3: Culpa

Eles sentem que fizeram alguma coisa errada

A maior parte das pessoas que se vêem obrigadas a lidar com a homossexualidade vêm-na como um problema e procuram a sua causa. Sentem que se conseguirem localizar a causa, a cura não tardará.
Vão se perguntar: "Onde foi que errei?".  Será a causa genética ou ambiental? etc.
Pais separados sentem-se ainda mais culpados

Não é incomum que pais separados sintam ainda mais culpa devido a uma anterior perda, separação, ou divórcio: "Sabia que iria falhar; não consegui ser pai e mãe ao mesmo tempo".
Quando os pais se culpam a eles próprios estão a ser egocentristas. Ainda não estão preocupados com o que tens passado; nesta altura estão demasiado preocupados com eles próprios para te darem atenção.
Como são teus pais, é natural que não admitam o seu sentimento de culpa. Reconhecer isso seria como dizer: "Fui eu que te pus nessa situação; tornei-te diferente. Culpa-me." Não é uma posição fácil de assumir em relação a um filho.

Diz-lhes que a culpa não é deles

Podes ajudá-los de muitas maneiras. Assegura-lhes que não pensas que as causas sejam assim tão simples como eles as vêem. Diz-lhes que existem muitas teorias, mas que não se conhecem as causas da homossexualidade.
Faculta-lhes um livro sobre homossexualidade escrito para pais. Um livro pode ajudar neste momento porque pode ser visto como uma autoridade.
Por esta altura podem estar prontos para falarem com um amigo da sua confiança; alguns podem procurar um padre. Se conheceres outros pais que tenham aceitado a homossexualidade de um filho, dá-lhes o contacto. Não esperes que eles respondam de imediato à tua sugestão. O sentimento de vergonha e de culpa pode impedi-los. Considera essa informação como uma semente de uma árvore que vai demorar a dar frutos.

Fase 4: Expressando-se

Eles dão-se conta das suas emoções

Quando se torna claro que a culpa não dá resultados, os pais vão estar prontos para fazerem questões, ouvirem as respostas e darem conta dos seus sentimentos. É altura em que vão ter lugar os diálogos mais produtivos entre ti e os teus pais.
Vais conhecer a real extensão dos seus sentimentos: "Estou desiludida porque não vou ter netos"; "Por favor não contes a ninguém da família"; "Sinto-me tão sozinho e magoado. Acho que era melhor não saber."; "Como é que pudeste magoar-nos desta forma?"; "Preferia estar morto".
Uma vez que viver numa sociedade homofóbica já te forçou a passar pelo mesmo (isolamento, medo de rejáeição, mágoa, confusão, angústia, etc.), podes partilhar com eles as semelhanças dos vossos sentimentos.
Dá-lhes, no entanto, tempo para se expressarem. Não deixes que as tuas necessidades se sobreponham às deles. Se ainda não leram um livro sobre o assunto volta a insistir com eles.

Raiva e mágoa

Raiva e mágoa são os sentimentos mais frequentemente expressos. São geralmente sentimentos superficiais que parecem cruéis. Para haver progressos, no entanto, é preferível que os teus pais os expressem do que os guardem para si, ou negar a sua existência. Vai tornar-se difícil lidar com eles. Vais ser tentado a retirar, arrependido de ter tocado no assunto.
Aguenta-te: agora já não podes voltar atrás. Quando começam a expressar estes sentimentos, estão no bom caminho.

Fase 5: Tomando decisões

A encruzilhada

À medida que o trauma emocional é ultrapassado, os teus pais passam a lidar mais racionalmente com o assunto. A opção escolhida reflecte a atitude que ele/a está pronto/a a adotar para lidar com a situação.
Não é necessário que ambos os pais sigam o mesmo caminho. Um número imenso de factores vai influenciar a sua escolha. Ler sobre homossexualidade e falar com outros pais poder encorajá-los a adoptar uma atitude mais apoiante. A sua orientação religiosa vai ter uma grande influência. As posições conservadoras ou liberais que é costume defenderem também têm influência.
A importância de restabelecer a relação contigo é o maior fator. Uma variedade de factores vai afetá -los enquanto formulam uma postura compatível. Três tipos de decisão são a seguir descritas.
Apoiantes

A maioria dos pais continua a amar os seus filhos - daquela forma que lhes permite dizerem "Gosto muito de ti"-, aceita a realidade da orientação sexual e consegue dar aos filhos o apoio necessário. De facto, agora que a relação entre os pais e a filha (filho) se encontra na base da honestidade e confiança mútuas, a maioria dos pais concorda que a relação melhorou. Ambas as partes se começam a sentir bem com o que se passou.
Apesar de se terem descurado até agora, os pais apoiantes começam a reparar nas tuas necessidades.

Uma pedra sobre o assunto

Por vezes os pais tornam claro que o assunto não requer mais discussão. Apesar de poderem falar sobre isso, estão muito frágeis ao lidar com a homossexualidade. Chegaram até aqui e não querem avançar mais.
Isto não é necessariamente uma atitude negativa em relação a ti. Eles conhecem os seus limites e não querem ser empurrados para além deles. Apesar de teres que respeitar esta decisão, podes ainda fazer esforços para os conquistar.
Mostra-lhes que os amas; diz-lhes que os amas. Informa-os, subtilmente, de algumas coisas que fazes relacionadas com a tua sexualidade (os teus amigos, os teus divertimentos). Torna evidente que não vais deixar que os teus pais se afastem de ti. Apresenta-os a um outro dos teus amigos; conhecer pessoas homossexuais (em números reduzidos) vai ajáudar a quebrar os estereótipos que possam ter.

Guerrilha constante

Em alguns casos, a tua sexualidade pode ser o palco para um guerra constante. Tudo o que dizes ou fazes é visto como um sintoma do teu "problema". Enquanto esta situação se mantiver tanto os pais como a filha (filho) estarão na situação de não-vencedores. De uma forma geral, se um dos pais assume esta posição extrema, o outro vai ter dificuldade em escolher uma atitude que se afaste muito. Quando se relacionam com os filhos, os pais são geralmente mutuamente apoiantes, mesmo que em privado hajam discordâncias.
Se todas as tuas tentativas falharem, não te deixes ir abaixo. Procura um substituto para os teus pais, ou um amigo a quem possas pedir apoio.

Recaídas

A resolução de problemas e a mudança de atitudes pode geralmente ser visualizada como "dois passos para a frente; um passo para trás". Não é incomum que os pais voltem atrás em assuntos que pensavas estarem ultrapassados. Dá-lhes tempo para se recomporem. Vai ser uma desilusão quando isto acontecer, mas é assim que asámudanças geralmente ocorrem.

Fase 6: Aceitar de facto

Nem todos chegam aqui. Alguns pais chegam até aqui. Outros podem amar os filhos sem aceitar a vida do filho. Muitos chegam ao ponto de festejar a diferença dos seus filhos. Esses felizardos vêem a homossexualidade como uma expressão legítima da sexualidade humana.
Quando se lhes pergunta se gostariam que os seus filhos pudessem mudar, respondem: "Preferia mudar a sociedade homofóbica para o meu filho poder viver a sua vida sem rejáeição e medo".
Nesta fase, os pais enfrentam a sua culpa, a de fazerem parte de uma sociedade culpada, uma sociedade homofóbica. Reflectem nas anedotas sobre homossexuais com que se riram durante anos. Apercebem-se dos problemas que, sem saberem, criaram aos seus próprios filhos. Isto pode levá-los a ver a perspectivar a opressão da homossexualidade de uma forma completamente nova.

Boa sorte!

4 comentários:

  1. Me ajudou bastante, agora sei como vou fazer.
    Obrigado.

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  2. Contei aos meus pais a pouco tempo, minha mae no inicio disse que nao aceitaria e nem sabia se conseguiria conviver com isso, pediu pra eu tentar me afastar dos meus atuais amigos e da minha namorada pois ela achava que era só uma fase e me afastando isso mudaria, e eu disse a ela que nao queria me afastar pois eles me faziam bem e isso nao mudaria nada, só pioraria as coisas.. faz só 2 meses no maximo que contei a eles e minha mae nao me faz perguntas nem toca nesse assunto mas acredito que ela ja esteja conseguindo assimilar pois quando fala na minha namorada nao fala mais como se ela fosse uma amiga apenas, meu pai odeia que eu fale na minha namorada ou que ela vá na minha casa e sempre que eu falo nela ele fecha a cara e não diz uma palavra. Só tenho medo deles nao me aceitarem e fingirem que nao é nada, que isso nunca aconteceu, pois sinto falta deles me perguntando coisas como perguntavam quando eu saia com garotos, conforme o tempo eles irão levantar questões e querer saber mais ou é provável que ancorem nessa fase?

    muito bom seu artigo beijo

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  3. Eu me emocionei com o artigo pois algumas amigas minhas têm suas mães que aceitam, apóiam e lutam contra a homofobia junto com elas, e meus pais disseram que se eu "for assim" vou sair de casa. É dificil voce ser diferente e ter que engolir sapos e esconder TODOS OS DIAS sobre quem realmente você é.
    Dou todo o meu apoio e luto também em silêncio contra a homofobia. Isso dói e machuca bastante. Não poder se expressar e se calar todos os dias.

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  4. Eu sempre soube da minha sexualidade desde os 6 anos quando troquei beijos com uma coleguinha no banheiro da escola, com primas e etc...acontece que cresci em um ambiente onde isso não é aceitável, até por estar na bíblia que é realmente errado. Cresci escutando que a homosexualidade é um comportamento anormal, que se deve a algum trauma seja do tipo que for. E realmente todos os homosexuais que conheço passaram por algum trauma de algum tipo, sexual ou não. No meu caso, fui abusada pelo meu pai algumas vezes quando tinha essa idade, minhas 2 irmãs mais velhas também, porém quando aconteceu com as duas minha mãe soube na hora e tomou providências, já eu guardei esse segredo comigo até pouco tempo, não queria causar mais sofrimento a minha familia, o resultado é que eu fui a única das 3 irmãs que me tornei homosexual. Ninguém da minha familia sabe...mas talves desconfie...não sei, o que sei é que vivo em uma constante tortura, tentando gostar de algum rapaz, tentando tirar isso de dentro de mim, mas nunca consegui, sempre gostei de mulheres...o que resta é esperar que Deus me julgue com misericórdia, eu tenho tentado, mas não sei até quando vou conseguir ser o que não sou.

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