"Amem sem cor, raça ou gênero."

On 18:16 by LL in ,    No comments

Pesquisas de opinião pública confirmam que, de todas as minorias sociais, os homossexuais são as maiores vítimas do preconceito, mais rejeitados que os negros, os judeus e as mulheres. Gays e lésbicas são constantemente vitimados pela propagação de uma ideologia anti-homossexual nos meios de comunicação. Somos ridicularizados nas TV's e apresentados como ‘doentes’, ‘devassos’ e ‘pervertidos’ pela imprensa sensacionalista e, inclusive, pela grande imprensa. Além disso, instituições fundamentais do regime brasileiro, como a Igreja e o Exército, condenam a homossexualidade veementemente e pregam abertamente a extirpação deste ‘mal’. Os efeitos dessa ideologia, para as lésbicas e gays, são terríveis. Uma pesquisa realizada pela revista ‘Veja’, demonstra o grau de discriminação que nos vitima.


Alguns exemplos:

79% dos brasileiros ficariam tristes se tivessem um filho ou filha homossexual;
79% dos entrevistados não aceitariam que seu filho saísse com um amigo gay. Na região do Nordeste a taxa de não aceitação pula para 87%;
56% mudariam sua conduta com o colega se soubessem que ele é homossexual. Uma em cada cinco pessoas se afastaria;
56% não concordam que um candidato homossexual seja eleito Presidente da República;
47% dos entrevistados mudariam seu voto caso fosse revelado que o seu candidato a uma eleição é homossexual;
45% trocariam de médico se descobrissem que ele é gay. O mesmo aconteceria com o dentista, que perderia metade dos clientes;
44% acreditam que os homossexuais provocaram o aparecimento da Aids. Dois terços dos entrevistados com nível universitário discordam;
36% deixariam de contratar um homossexual para um cargo em sua empresa, mesmo que ele fosse mais qualificado;

Em uma outra pesquisa feita com 250 clínicos gerais em São Paulo revelou que 30% deles consideram a homossexualidade uma doença, isso quando, desde 1985, a Organização Mundial de Saúde, retirou de seu código internacional de doenças o artigo que qualificava o homossexualismo como uma doença. Tal aversão dos brasileiros a profissionais homossexuais atinge também ídolos do futebol.

Se na Europa multiplicam-se publicações humorísticas de fundo racista, como os ‘Guias para Xenófobos’, da Ravette Books (Bruxelas), no Brasil a imprensa segue a onda e cede às pulsões primitivas, fazendo, cada vez mais freqüentemente, uso de expressões chulas, vulgares e obscenas. Tempos atrás, o jornalista autoproclamado ‘macaco Simão’ forjou um modelo de comentário debochado, que foi se firmando na ‘Folha de S. Paulo’ (um dos maiores jornais do Brasil). A colunista Bárbara Gancia publicou, no mesmo jornal, um artigo intitulado ‘Homossexual é sabão para partes íntimas’, discorrendo levianamente sobre o tema.

Ainda mais confuso, André Forastieri, editor da revista ‘General’, escreveu artigo no ‘Folhateen’ (caderno dirigido para adolescentes, também no mesmo jornal) decretando que ‘o rock é e sempre foi coisa de bicha, por definição’, pois ‘esse negócio de querer aparecer, de ser rebelde, de rebolar e mostrar a todos como sua sensibilidade é aguçada - é meio perobinha’. Para ele, ‘qualquer modelo tonta que dá uma bicota em outra já quer os privilégios de ser lesbian chic e nos cérebros de minhoca de certas bichas modernas e descoladas, ser bicha já é suficiente para merecer um tratamento especial’. E ele conclui: ‘O importante para você, leitor homossexual, é ter consciência que ser homossexual não te garante tratamento vip. Aliás, nem tratamento igual. Os ricos têm privilégios sobre os pobres, os brancos sobre os negros, os homens sobre as mulheres, os bonitos sobre os feios, os heterossexuais sobre os homossexuais. É duro? É injusto? É a vida!!!!' (fontes: revista 'Veja' e Grupo de Pesquisa da Discriminação da USP – Universidade de São Paulo)

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...