"Amem sem cor, raça ou gênero."




Elas pintam as unhas, gostam de se arrumar, tem medo de barata e passam horas a fio no salão de beleza pra ajeitar o cabelo. São como qualquer outra mulher, que estuda, vai a baladas, e sofre de TPM. Exceto por um pequeno detalhe: elas gostam de (ser) mulher.


Em tempos onde a militância gay ganha cada vez mais espaço na mídia e na sociedade, e em que a homossexualidade é assunto tratado cada vez com mais naturalidade, uma questão em especial passa a chamar atenção: por que, mesmo com tanto trabalho para extinguir os preconceitos, a sociedade continua com a ideia torta de que mulher que gosta de mulher tem que ter um Q de masculinidade?


Ok. Talvez as coisas não sejam assim tão simples. Como não foram para Rita e Bárbara, ambas com 20 anos e um namoro de 8 meses, na hora de assumir a relação para a família e amigos. Os nomes são fictícios, mas a história é bem verdadeira. Rita, aliás, nunca assumiu o namoro para a mãe. Bárbara, embora tenha uma relação melhor com os pais, prefere não expor muito a questão. “Acho discrição importante, não só para evitar preconceito. A vida íntima da pessoa só diz respeito a ela”, comenta. O casal não é lá o melhor exemplo de feminilidade. Mas garante: o conceito “lésbica caminhoeira” ficou no século passado. Bárbara, por exemplo, é vaidosa, gosta de se arrumar e não corta o cabelo por nada. “Tem muita lésbica feminina. As pessoas têm sempre aquela ideia de pensar que menina que gosta de menina queria ter nascido homem. Eu gosto de ser mulher”, admite.
Rita atribui o fato de preferir tênis a salto alto a uma pura e simples questão de estilo – e não a orientação sexual: “Minha orientação sexual não interfere no meu lado mulher. Eu gosto de ser mulher, gosto do ritual feminino para se arrumar, pesquiso sobre moda na internet, sou chorona, sofro com a TPM... enfim, não mudei nada por causa disso. Não precisa deixar de ser feminina pra gostar de mulheres, e eu acho que as lésbicas estão tomando consciência disso”.


Os programas de TV, como o BBB, às vezes com uma edição desfavorável, acaba piorando a imagem dos homossexuais”, afirma Rita fazendo referência ao reality show que, em sua décima edição decidiu polemizar escolhendo um participante gay, uma lésbica e uma drag queen para integrar o grupo de participantes. A jornalista Angélica assumiu a homossexualidade em rede nacional e se mostrou super vaidosa no confinamento. Já em relação ao gay Serginho, as opiniões se divergem. “Achei que eles escolheram personagens muito caricatas. Assim como nem toda lésbica é masculina, nem todo gay é tão espalhafatoso como Serginho”, diz Rita.


Para as pessoas desprovidas de qualquer tipo de preconceito, festas em casas noturnas reunindo o público lésbico e garotas bonitas e vaidosas que não se interessam por meninos é algo muito normal e totalmente compreensível. Para outros, entretanto, o assunto ainda é um grande tabu. E mesmo sem alguma lógica ou explicação aprofundada, a diversidade está aí e muitas mulheres sofrem por ter de enfrentar a barra de ser diferente em uma sociedade tão conservadora. De uma forma ou de outra, elas são garotas, brincaram de boneca, usam saia, e valorizam o fato de serem as genitoras da vida humana. Como cidadãs, devem ser respeitadas. Como lésbicas, elas são femininas, felizes e também comemoram o dia 8 de março  com rosas e chocolates.


3 comentários:

  1. Ainda bem existe meninas que gostam de bofinhas tb!!

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  2. acho linda uma mulher linda e bem arrumada fica bem mais atraente e gostosa nao sou lesbica mas mesmo assim sinto tesão em ver uma mulher que se cuida

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