"Amem sem cor, raça ou gênero."

On 15:53 by LL in , ,    No comments


Anos antes de a americana Katy Perry fazer fama cantando que curtiu beijar uma menina - e colar na modinha do lesbianismo de ocasião, as russas do t.A.T.u. já causavam. Lena e Yulia tinham só 16 anos quando, em 2002, suas primeiras músicas sobre romances entre garotas levantaram polêmica e viraram hits. Só que dali em diante as moças foram sumindo do radar, e muito pouco se falou delas, até que reapareceram com o CD "waste management" (ouça aqui) e o clipe da faixa "White robe", que as levou de volta ao mapa dos escândalos.

No início, elas apareciam nos vídeos trocando beijos e carinhos provocantes, mas, no novo clipe, as meninas largam o amor pela... violência. Num dado momento, Lena comanda um pelotão de fuzilamento e executa Yulia. Com barrigão de grávida e tudo. Alguns países, inclusive a Rússia, cogitaram censurar a produção. Por isso, foi filmada uma opção mais amena (assista aqui) .

- Muita gente me perguntou se eu não ficaria incomodada de fazer a cena mesmo estando grávida de verdade. É claro que não. Esse clipe é contra a violência, mostra cenas tão terríveis que podem evitar que muitas pessoas façam o mal - diz, por e-mail, a "ingênua" Yulia, de 24 anos.

O fato é que as duas sempre chamaram mais a atenção pela imagem do que pelo seu pop eletrônico. O t.A.T.u. foi formado por Ivan Shapovalov, um publicitário que fez centenas de testes para escolher as moças. O tempero homo foi ideia do marqueteiro, um ex-psicólogo que nem precisava do diploma para saber o impacto que teria uma dupla de adolescentes se pegando. O duo ganhou um fã-clube de lésbicas, que se decepcionou quando o documentário "Anatomy of t.A.T.u." deixou claro que era fake.
- Quando éramos adolescentes, eu e Yulia estávamos descobrindo várias coisas. É normal. Você tenta com meninos e meninas e decide o que prefere. No fim das contas, Yulia decidiu que gosta de garotos - afirma Lena, rindo.

Yulia sabe que perdeu parte de suas fãs gays, mas não perde o sono:
- Não se pode agradar a todos. Existe muita controvérsia ao nosso redor, e até gostamos disso.
Em entrevistas anteriores, as duas criticaram seu empresário (Shapolov) por se dedicar mais a criar escândalos do que a trabalhar na parte musical. Em 2004, elas romperam com o cara e, no ano seguinte, lançaram um segundo álbum. Mas "Dangerous and moving" teve pouca repercussão fora do Leste Europeu.

Parte da mídia chegou a dizer que o t.A.T.u. não tinha sido feito para durar. Só que elas ainda estão aí, com disco novo e projetos paralelos.
- Já tenho dez músicas gravadas, mas preferimos não falar sobre as carreiras individuais. Até guardamos segredo uma da outra para ter surpresa - explica Lena, que não se importa com as críticas. - Só a história vai dizer o que foi ou não foi feito para durar. Somos apenas duas cantoras que acreditaram que tudo era possível.

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