"Amem sem cor, raça ou gênero."

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Empresas se rendem ao poder aquisitivo dos gays, que têm renda 30% superior a dos héteros

Arquivo pessoal
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"Ainda bem que acordaram para a gente", diz Beatriz Valvede (dir.) ao lado da companheira com quem é casada há dois anos; lazer inclui viagens frequentes

O alto poder aquisitivo do consumidor gay tem estimulado diversas empresas a aproveitar a realização da Parada Gay neste domingo (6), em São Paulo, para lançar produtos voltados a um mercado cada vez mais lucrativo.

Somente no ano passado, o pink money (dinheiro rosa, expressão usada para diferenciar os lucros do mercado gay) consumiu R$ 100 bilhões em turismo no mundo, segundo dados da IGLTA (associação internacional de turismo de gays e lésbicas, na sigla em inglês).

Com uma renda 30% maior que a dos casais heterossexuais, os gays são alvo de produtos exclusivos, que hoje vão de pacotes turísticos, como os cruzeiros GLS, a lançamentos imobiliários em redutos gays, como a rua Frei Caneca, na Consolação (zona central da capital).

Neste ano, uma das novidades é o cartão de crédito “Arco Íris Card”, da empresa JJCL Brasil Cartões, que promete servir como agregador de ofertas e serviços voltados ao público, segundo Carlos Rito, um dos sócios do projeto.

- Queremos chegar à marca de 120 mil cartões em quatro anos, com a utilização de parte da receita em estudos e serviços para a comunidade. Vamos ter programas de milhagem, título de capitalização exclusivos para os gays também.

A empresa afirma que estuda operar com as duas principais bandeiras do mercado, Visa e Mastercard, e que dois bancos estão interessados no produto. Para Almir Nascimento, presidente da ABRAT GLS (Associação para Gays, Lésbicas e Simpatizantes), o movimento das empresas ainda é tímido, na comparação com os Estados Unidos.
- Temos exemplos de empresas brasileiras que lá fora fazem anúncios específicos ao público gay e aqui se recusam. A diversidade é uma tendência mundial do mercado e quem aproveita desse segmento se dá bem. Infelizmente vemos isso acontecer somente na época da parada, mas nosso objetivo é que os eventos ocorram durante todo ano.

Para a turismóloga Beatriz Valverde, gay, casada há dois anos e meio, a “descoberta” do público GLS vem em boa hora, já que ela e a companheira sempre buscaram uma qualidade de vida melhor.

Qualidade de vida
- Jantamos fora três vezes por semana, sempre viajamos e gastamos mais no lazer, justamente por não termos filhos. Fazemos questão de apreciar um bom vinho,uma cerveja importada e sempre fazemos jantares em casa. O preconceito hoje é algo do passado.

No próximo mês, a ABRAT e a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) irão criar começar a coletar informações para um estudo que irá detalhar o perfil do turista brasileiro gay e também o estrangeiro que vem ao país. Como ainda não existe nenhuma pesquisa quantitativa desse mercado no Brasil, o objetivo da análise é impulsionar mais parcerias com a iniciativa privada, segundo Almir.

- Queremos que o turista que vem em São Paulo para a Parada venha o ano inteiro. Todo mundo ganha com isso: a cidade, a economia e os gays, que terão serviços cada vez mais voltados a eles.

Pela primeira vez, o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) irá incluir os gays e lésbicas no levantamento. O estudo é um pedido antigo de associações gays, que reivindicavam a inclusão das perguntas sobre a opção cônjuge/companheiro do mesmo sexo na pesquisa. O levantamento, no entanto, será feito somente em municípios com população inferior a 170 mil habitantes.


Fonte: Giselli Souza, do R7


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