"Amem sem cor, raça ou gênero."

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Comunidades como "Matem os Travecos", "Eu Odeio Gays" e “Mate um pagodeiro por um Brasil melhor” manifestam a intolerância recorrente no Orkut à medida que o portal de relacionamentos cresceu. No caso do Twitter essas ações agregaram outro fator: a velocidade, exemplo das manifestações contra nordestinos por uma acadêmica de direito e que rendeu, inclusive, ações na Justiça e sua demissão, em menos de uma semana após o segundo turno das eleições.

A última manifestação virtual de grande repercussão foi em seguida aos ataques a jovens na Avenida Paulista após uma suposta paquera. A polêmica "Homofobia sim!" contra "Homofobia não!" tomou conta do Twitter. O FaceBook parece não ter sido contaminado na proporção dos demais. Talvez seja uma questão de tempo.

Denúncias de conteúdo homofóbico na internet renderam 4.983 queixas nos primeiros nove meses de 2010, 88% a mais do que no mesmo período de 2009 – 93% das ocorrências foram registradas no Orkut. O crescimento foi na contramão dos vários outros tipos de denúncias de abuso na internet, como racismo e intolerância religiosa, que diminuíram. Os dados são da ONG SaferNet.

Na semana passada técnicos de uma central de denúncias de crimes contra os direitos humanos na internet viraram a noite trabalhando. De quinta para sexta-feira, em plena madrugada, houve picos de cinco denúncias por segundo, totalizando 6.715 ocorrências de páginas com conteúdo homofóbico em um dia. Em todo o mês passado, foram 420 denúncias desse tipo. Essas oscilações, com picos de denúncias, também fazem parte das mobilizações de grupos nas mesmas redes.

Para denunciar qualquer tipo de abuso na internet, entre no site da SaferNet, associação civil que mantém a ferramenta http://www.denunciar.org.br/.

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