"Amem sem cor, raça ou gênero."

Senadora eleita Marta Suplicy diz que a Parada Gay virou festa

Marta Suplicy
A senadora eleita pelo PT paulista Marta Suplicy, criticou as Paradas Gays em entrevista concedida pela Folha de São Paulo e publicada nesta quinta-feira, 9.

Quando perguntada sobre sua avaliação em relação aos ataques homofóbicos ocorridos recentemente em São Paulo, Marta respondeu: “Nós estamos vivendo um enorme retrocesso na questão dos direitos dos homossexuais. O meu projeto sobre a união civil data de 15 anos atrás.

Nós caminhamos enormemente na área jurídica, com grandes avanços que vão desde o reconhecimento da união à adoção de crianças, e uma paralisação absoluta no Congresso. Nem discussão tivemos nesses últimos anos. Quando você tem uma sociedade paralisada nessas discussões você tem uma manifestação mais explícita da homofobia”.

Logo em seguida ela diz que prefere discutir leis que Parada Gays: “mesmo que tenhamos hoje paradas gays importantes, elas acabam se transformando em paradas festivas, e não em reconhecimento de direitos.

Como estamos hoje, se eu fosse obrigada a escolher, preferia não ter parada gay e ter toda essa questão votada de forma positiva no Congresso, porque na verdade o que almejamos são os direitos civis. A parada gay serviu para dar um espaço na mídia, mas não serviu para a transformação que precisa ser feita no país”.

Ela termina comparando o Brasil à Argentina: “para você ter uma ideia, quando o meu projeto sobre a união civil gay foi apresentado, a Argentina era um país homofóbico quase. Hoje ela tem uma lei extremamente avançada e Buenos Aires é "friendly city" para gays. E nós aqui de "friendly city" temos espancamento na Avenida Paulista. Essa é a diferença.”

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