"Amem sem cor, raça ou gênero."

On 01:05 by LL in ,    No comments
Gays cada vez mais presentes nas novelas
Ao longo de seis décadas, os personagens gays chegam ao seu ápice na teledramaturgia nacional. Enquanto Gilberto Braga e Ricardo Linhares apostam em inserir com naturalidade homossexuais em diversos núcleos de Insensato Coração, Ti-Ti-Ti volta a investir na sexualidade do bem-intencionado Julinho (André Arteche) com a entrada do surfista ambíguo Thales, vivido por Armando Babaioff.

E Amor e Revolução, próxima novela do SBT, deve abordar um diretor de teatro bissexual e um torturador homossexual enrustido, além de um triângulo amoroso entre uma lésbica e um casal de amigos. Isso sem contar na discussão sobre homofobia promovida recentemente por Malhação, por meio do engajado Cadu (Binho Beltrão).

“Agora, há muito mais liberdade. A sociedade aceita melhor”, opina Gilberto, que já abordou essas temáticas antes – como em Vale Tudo, quando criou o casal Laís e Cecília, vivido por Cristina Prochaska e Lala Dehenzelin.

Mesmo com tanto empenho em abordar temáticas gays, uma coisa ainda não foi conquistada na teledramaturgia nacional: o beijo entre duas pessoas do mesmo sexo. O primeiro da tevê brasileira aconteceu há dez anos, no game Fica Comigo, de Fernanda Lima, na MTV. Mas em séries e novelas, já foi cortado do ar duas vezes. A primeira em América, entre o romântico Júnior (Bruno Gagliasso) e o peão Zeca, de Erom Cordeiro. E recentemente, em Clandestinos – O Sonho Começou, entre o ator Hugo (Hugo Leão) e o diretor Fábio (Fábio Henriquez). Nas duas situações, ambas na Globo, as cenas foram gravadas mas não exibidas. “Não acho tão importante mostrar beijo. Muito mais importante é mostrar a dignidade de um afeto, é um homem poder dizer para o outro ‘eu te amo’”, opina Maria Adelaide Amaral, autora da adaptação de Ti-Ti-Ti.

A abordagem em tom de polêmica sobre assuntos relacionados a gays é o que surpreende alguns profissionais. Para Maurício Farias, diretor do seriado Aline, que estreia no próximo dia 3, a diversidade é tão presente na sociedade que não deve chocar mais no ar. “Nossa história celebra a felicidade. Nada mais tranquilo do que ter um casal de homossexuais que se dá bem, às vezes briga e sente ciúmes, como em qualquer outra relação”, argumenta ele, referindo-se à dupla de meia-idade Pipo e Rico, vividos por Gilberto Gawronski e Otávio Müller.

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