"Amem sem cor, raça ou gênero."

Cristão, Barack Obama afirma que deixará de ser contra o casamento gay

A Casa Branca não pode mais defender uma lei que defina como casamento apenas a união entre um homem e uma mulher, diz governo.
Em uma importante mudança de política, a Casa Branca anunciou nesta quarta-feira que deixará de defender a constitucionalidade do Ato de Defesa do Casamento. A lei federal, considerada "preconceituosa" por muitos, define que nenhum estado é obrigado a reconhecer como um casamento a união homossexual já legalizada em outro estado. Além disso, a legislação define como matrimônio apenas “a união legal de um homem e uma mulher, marido e esposa”, e afirma que “a palavra ‘esposos’ refere-se somente a pessoas de sexos opostos”.

Em anúncio, realizado em Washington, o secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, disse que o presidente Barack Obama concluiu que seu governo não pode defender uma lei federal que defina o casamento exclusivamente como a união entre um homem e uma mulher. O secretário observou que o debate sobre a Lei de Defesa do Casamento "evidenciou numerosas expressões que refletem uma desaprovação moral aos gays e às lésbicas e às suas relações íntimas e familiares, precisamente o tipo de pensamento estereotipado que a Cláusula de Proteção Igualitária da Constituição dos Estados Unidos visa a combater". Antes da mudança de posicionamento, o Departamento de Justiça dos EUA vinha defendendo a lei nos tribunais norte-americanos.

"O debate sobre a Lei de Defesa do Casamento contém numerosas expressões que refletem uma desaprovação moral aos gays e às lésbicas e às suas relações íntimas e familiares, precisamente o tipo de pensamento estereotipado que a Cláusula de Proteção Igualitária da Constituição dos Estados Unidos visa a combater", diz Eric Holder, secretário de Justiça dos EUA.


Repercussão - A medida foi elogiada por diversos congressistas do Partido Democrata, mas foi criticada pelo porta-voz do deputado republicano John Boehner, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA. "Uma vez que os norte-americanos esperam que Washington se dedique à criação de empregos e ao corte de gastos, o presidente terá de explicar por que acha que este é o momento adequado para levantar esse tipo de assunto controverso que divide profundamente a nação", disse o porta-voz.

"Grande parte do panorama jurídico mudou nos 15 anos que se passaram desde a aprovação da lei pelo Congresso", observou Holder, ao anunciar a medida. Ele lembrou que a Suprema Corte dos EUA declarou inconstitucionais as leis que criminalizam os relacionamentos entre homossexuais e que o Congresso repeliu a política "não pergunte, não conte" para os integrantes homossexuais das Forças Armadas norte-americanas.

Um comentário:

  1. Gostaria de saber de qual filme foi retirada a foto dessa reportagem! No aguardo,
    Att!

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