"Amem sem cor, raça ou gênero."



Filmes com temática homossexual estão se tornando cada vez mais freqüentes em Hollywood. Nos últimos anos, muitos desses filmes, como “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005) e “Milk – A Voz da Igualdade” (2008), já foram, inclusive, lembrados pela conservadora Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Em 2011, o assunto volta a ser abordado com naturalidade em "Minhas Mães e Meu Pai", filme de Lisa Cholodenko.

Aqui não há plumas saindo das costas da protagonista, nem a chancela da realeza, muito menos os bilhões de dólares do Facebook. Minhas Mães e Meu Pai é a história de uma família comum, mesmo que não pareça. A modernidade supostamente levantada na história de um casal de lésbicas com dois filhos nascidos de inseminação artificial que se envolvem com o pai biológico é apenas superficial.

"Minhas Mães e Meu Pai" custou US$ 4 milhões e até agora já rendeu US$ 20 milhões em todo o mundo."

A primeira exibição do filme no Brasil foi no Festival do Rio, gerou elogios da maior parte do público, mas a verdade é que não teve grande repercussão. Talvez por tratar de temas ainda polêmicos. Não é o tipo de filme que o Oscar premia, mas, se levar alguma estatueta, ela não vai ser reivindicada.

Famílias, independente de suas formações, são iguais: sentem vergonha um dos outros, se amam, brigam, erram e se amam de novo. E por ser uma história de gente comum, daquelas que tanto eu quanto você pode se identificar, é que está entre os 10 indicados ao Oscar de melhor filme. Tudo bem, não deve levar nenhum dos prêmios aos quais foi indicado – apesar das ótimas (mas não imbatíveis) atuações de Mark Ruffalo e Annete Bening e de eu achar, sinceramente, que merecia o de roteiro original. Mas como bem explica o título do filme, não tem problema: The Kids Are All Right.

Trailer:


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