"Amem sem cor, raça ou gênero."

Luciana Vendramini está exultante. Em “Amor e Revolução”, ela viverá Marcela, uma advogada que defende os presos e torturados durante a ditadura militar nos anos 60. Marcela viverá uma paixão não correspondida por Marina (Giselle Tigre), sua amiga de infância, dona de um jornal de esquerda.

“Estava louca pra fazer um personagem assim. Até hoje só fiz personagem de donzela, né? A Marcela vai ser muito feminina, nada caricata ou estereotipada”, falou após o evento de lançamento da novela.

Maior estrela e maior salário do elenco, Lúcia Veríssimo volta às novelas depois de seis anos – a última foi “América”, na Globo. Estava com a cabeça apenas em teatro, escrevendo e atuando nos palcos, quando recebeu o convite para fazer Jandira, a maior guerrilheira da trama. Aceitou porque foi “contestadora a vida inteira”.

“Meu pai foi perseguido pelos militares, meus tios foram presos. Naquela época, os colégios não aceitavam artistas, gente de esquerda e filhos de pais separados. Eu era as três coisas. Na minha classe havia eu, Lobão, Pedro Bial, Guilherme Karan e Christiane Torloni. Preciso dizer mais?”, brincou. E defendeu o valor histórico da novela. “O papel da TV é informar, e nós nos afastamos disso há muitos anos.”

Longe das novelas da Globo há dez anos, Isadora Ribeiro fará uma participação especial de cinco capítulos, como uma professora sem engajamento político que investiga o desaparecimento de dois alunos e acaba sendo torturada. “Lembro que meus pais em Curitiba diziam na época pra gente não falar muito de política por aí”, lembrou.
Cláudio Cavalcanti exibia as mãos descamadas por causa da maquiagem que imita o ácido que os militares usam para torturar seu personagem, Geraldo, líder das ligas camponesas inspiradosem Gregório Bezerra, preso durante 22 anos por motivos políticos. “Meus outros heróis eram mais pacatos. Esse é bem mais assertivo”, comparou, lembrando do padre comunista Albano de “Roque Santeiro”.

“Gays fazem parte do nosso convívio. Toda família tem. O público GLS gosta de se ver retratado nas tramas”, afirmou Tiago Santiago(autor da novela).

A novela terá ainda dois personagens gays. Um policial linha dura e torturador, Fritz (Ernando Tiago), se apaixonará pelo diretor de teatro Chico (Carlos Thiré,), uma de suas vítimas favoritas, que mantém um amor reprimido por João, um hippie interpretado por Paulo Leal.

“Amor e Revolução” estreia dia 5 de abril e sua história se passa na época da ditadura militar.

Um comentário:

  1. essa luciana vendramini é um pecado em forma de mulher ! oh delicia!

    ass:Bruna

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