"Amem sem cor, raça ou gênero."

Em reunião da comissão de Direitos Humanos e Minorias nesta quarta-feira, com presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em sessão sobre o sistema nacional de segurança pública, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), colega de comissão do gay assumido Jean Wyllys, usou seu tempo para responder o que entendeu ser uma provocação de Wyllys, que afirmou que é preciso combater o preconceito e a violêcia homofóbica. O ex BBB usou a frase “Estimular ódio e assassinato não é liberdade de expressão”, o que Bolsonaro se sentir atingido.

Wyllys argumentou a questão do crime de ódio, e pediu providências ao ministro. “O ministro disse que o crime tem muitas causas e uma das causas é o ódio, fruto do racismo e do preconceito. E esse ódio vem sendo estimulado nas redes sociais”, disse o parlamentar. Em sua fala, Bolsonaro então criticou mais uma vez o Plano Nacional de Cidadania LGBT e o kit Escola sem Homofobia. Chamou o conteúdo do programa de pornográfico e afirmou que estimula o homossexualismo entre crianças e disse conhecer pais que têm vergonha de ter filhos gays. Disse ainda que Wyllys seria “o professor de homossexualismo da Câmara” e traçou um paralelo entre o Escola sem Homofobia e professoras prostitutas dando aula para crianças.

A presidente da comissão, Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), interrompeu a discussão e chamou atenção de Bolsonaro que negou que tenha ofendido qualquer parlamentar. Wyllys disse que se sentiu ofendido com a afirmação do colega. “O senhor me ofendeu porque eu sou homossexual assumido e me senti ofendido sim”. Bolsonaro então retrucou: “O problema é seu. Eu não teria orgulho de ter um filho como você”. “Estou sofrendo preconceito heterossexual”, disse Bolsonaro quando foi censurado pela presidente da comissão.


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