"Amem sem cor, raça ou gênero."

Evento com mais de 40 casais bate recorde mundial de cerimônia deste tipo



Vinte e dois de junho de dois mil e onze. Essa data trouxe para história não só do estado do Rio de Janeiro como também para os casais de gays e lésbicas que realizaram suas uniões estáveis homoafetiva.
A cerimônia coletiva realizada pelo Governo do Estado do RJ, através do Programa Estadual Rio sem Homofobia – coordenado pela Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

Cerca de 600 pessoas acompanharam na tarde desta quarta-feira, dia 22, a maior cerimônia coletiva de casais homossexuais. Ao todo, 44 casais gays oficializaram a união na sede do Programa Rio Sem Homofobia, A celebração aconteceu no auditório do sétimo andar do prédio da Central do Brasil.  A cerimônia teve início às 17h e durou cerca de uma hora e meia.

Entre eles estava o casal Odílio Torres, de 21 anos, e Léo Mendes (foto ao lado), de 47 anos. Eles foram os primeiros gays a reconhecerem na Justiça a união estável, no dia 9 de maio, depois que STF reconheceu a união entre casais do mesmo sexo como entidade familiar.

O casal decidiu confirmar a união no Rio. Eles vão registrar o segundo documento apesar de a corregedora do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, tornar “sem efeito” a decisão do juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública de Goiânia, Jeronymo Pedro Villas Boas, que havia anulado o contrato de união estável firmado pelo casal. Para o dia especial, Léo Mendes usou uma gravata com as cores do arco-íris, símbolo do movimento gay.
“Ficamos muito frustrados com essa primeira decisão da Justiça, não dormimos, ficamos arrasados. Só Deus sabe o calvário, o martírio que passamos até ontem, quando a desembargadora de Goiânia resolveu revogar a decisão conservadora desse juiz”, explica Léo Mendes.

Após a oficialização, o casal pretende comemorar a data com duas luas de mel. Como destino, eles escolheram a Parada Gay de São Paulo e a Parada Gay do Rio de Janeiro.

O secretário do Ambiente Carlos Minc, o deputado federal Edson Santos, e a Subsecretária Executiva da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos Maria Célia Vasconcelos, entre outros, foram os padrinhos de honra dos casais que realizaram a união estável homoafetiva, que foi presidida pelo Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e gay assumido Cláudio Nascimento e pelo desembargador Siro Darlan. A recepção ficarou a cargo de drag queens com figurinos inspirados na Belle Époque. Houve um coquetel para os (as) convidados (as), além do bolo, champagne e da distribuição de bem-casados.

“Esta cerimônia é a concretização de uma conquista de anos do
Movimento LGBT. E graças à sensibilidade do governador Sérgio Cabral de fazer esta ação de reconhecimento de união estável homoafetiva junto ao STF, podemos hoje reunir gays e lésbicas a fim de realizarem seu grande sonho. Nosso objetivo é cada vez mais avançar nas políticas públicas em prol da população LGBT, na conquista de direitos civis que por séculos nos foram negados. Nunca é tarde para retificar equívocos, conquistar corações e mentes e construir uma sociedade mais igualitária e fraterna”, orgulha-se o superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos Cláudio Nascimento, que também participou da cerimônia com seu companheiro João Silva

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