"Amem sem cor, raça ou gênero."

On 07:34 by LL   No comments

A três capítulos do fim de “Em família”, é fácil notar o impacto que viver Clara e Marina teve sobre suas intérpretes Giovanna Antonelli e Tainá Müller. As atrizes se mostram satisfeitas com a trajetória do casal, que, no capítulo de hoje, oficializa a união.
— Foi bom me sentir próxima das pessoas, ouvir histórias, dramas, confissões — ressalta Tainá.
Giovanna vai pelo mesmo caminho da colega de cena e lembra que, em 20 anos de carreira, sempre buscou se reinventar na profissão:
— Amo compor personagens, criar ideias. Então, encerro mais uma linda oportunidade de fazer o novo.
Desde o começo, as duas estavam cientes da polêmica que a trama reservava. Se despertaram a admiração de parcela do público — caso das Clarinas, grupo que se mobilizou na internet em apoio ao romance gay —, também enfrentaram a rejeição ao relacionamento. Nada, porém, foi capaz de impedir que o amor das duas fosse selado.
— Me conectei à parcela que gosta do casal, que sempre foi carinhosa e apoiadora. Levo comigo a lição que aprendi nas aulas de palhaço: se tem uma só pessoa rindo na plateia, faça todo o espetáculo para ela — diz a fotógrafa da novela.
O ápice dessa entrega não podia ser diferente. O tão esperado beijo coroou o sentimento que une as personagens, e ainda lavou a alma daqueles que torciam pelo casal.
— Acho que foi um primeiro passo das personagens numa história prevista desde o início. As Clarinas se manifestaram bastante, representadas e felizes — lembra Giovanna.
Assim como Clara, que não teve problemas de falar sobre seu relacionamento com outra mulher com o filho Ivan (Vitor Figueiredo), Giovanna afirma que também conversaria numa boa com Pietro, seu filho de 9 anos, caso ele levasse a questão para casa.
— Não adianto assuntos. Administro quando surgem, sempre falando a verdade. Sou boa explicadora. Falo sobre qualquer assunto sem traumas, com qualquer pessoa. Meus filhos não assistem à novela porque estão dormindo no horário. Estudam muito cedo — explica ela, mãe também das gêmeas Sofia e Antonia, de 3 anos.
Apesar de dividir opiniões e encarar preconceitos, Giovanna e Tainá acreditam que Clara e Marina deixam como herança a contribuição para uma melhor aceitação das diversidades.
— O legado é cada vez mais aprender a respeitar o próximo e lidar com a diferença. Sem julgamentos. Amar sim, julgar não — resume Giovanna.
Embora mais comedida, Tainá faz coro com a colega:
— Acho que ainda é um pouco precipitado pensar nas contribuições que essas personagens poderão deixar ou não. Mas a gente sempre torce para que nosso trabalho seja um tijolinho a mais na construção de uma sociedade na qual respeito e liberdade andem juntos.

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