"Amem sem cor, raça ou gênero."


Cumprindo pena de 38 anos e seis meses pela morte dos pais, em outubro de 2002, Suzane Von Richthofen se casou com uma sequestradora dentro da penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, segundo o jornal Folha de S. Paulo.  
Juntas desde setembro, a ex-estudante deixou a ala das evangélicas e foi para a cela das presas casadas, onde dividirá o espaço com outras 16 pessoas, para desfrutar de regalias dadas apenas para casais.
A nova parceira de Suzane é Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos de prisão pelo sequestro de uma empresária em São Paulo. Sandra também já foi casada com Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga, em junho de 2012, no que ficou conhecido como "Caso Yoki".
O fim do relacionamento de Sandra com Elize, iniciado dentro da cadeia, foi motivado pela presença de Suzane. As três trabalhavam juntas na fábrica de uniformoes do presídio, onde Suzane tem cargo de chefia. O novo casal pretende fazer uma cerimônia no começo de novembro para selar a união.

O casamento na penitenciária, na verdade, é a assinatura de um documento de reconhecimento afetivo. É ele que garante que as presa convivam como um casal. Ainda de acordo com a “Folha”, Suzane, Sandra e Elize trabalham juntas na fábrica de roupas da prisão. Lá teria começado o envolvimento entre Suzane e Sandra - na época, ainda casada com Elize.
Na confecção que funciona nas dependências do presídio, Suzane é responsável pelo controle de qualidade das peças e também é "chefe" de Anna Carolina Jatobá, condenada pelo assassinato da enteada Isabella Nardoni em 2008.
Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, Suzane sempre desperta paixões por onde passa. Na penitenciária de Rio Claro, duas funcionárias do local se apaixonaram por ela e Suzane tinha regalias como acesso à Internet.
A história só foi descoberta porque as duas brigaram uma com a outra pelo amor de Suzane. Já em Ribeirão Preto, para onde foi transferida posteriormente, um promotor teria se encantado pela detenta, que denunciou as investidas. O promotor foi, então, punido pelo Ministério Público, mas negou o assédio.
Suzane, que na época do crime namorava Daniel Cravinhos, responsável pelo homicídio dos pais da moça junto com seu irmão, sofreu transformações desde que foi encarcerada, se tornando evangélica, abrindo mão da herança dos pais e ecusado a progressão de pena ao regime semiaberto. 
Os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, comparsas no crime, cumprem pena em regime semiaberto desde fevereiro de 2013. Eles trabalham em uma oficina nas dependências da penitenciária.

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