"Amem sem cor, raça ou gênero."


Um caso de amor e aceitação elevados ao cubo. Filhos trigêmeos da policial militar Lorrany Figueiredo e da administradora Lidiane Faria, Benício, Samuel e Vicente receberão alta da clínica Perinatal de Laranjeiras nesta terça-feira.


Lorrany foi a primeira PM a ter o casamento com outra mulher reconhecido pela corporação. Segundo ela, que gestou os bebês, eles nasceram de oito meses, sem nenhuma complicação. 


- Estou de repouso desde o primeiro mês, quando descobri que estava grávida de trigêmeos. Fiquei de licença médica, deitada. Só levantava para ir às consultas e aos exames, para não fazer esforço e colocá-los em risco - conta Lorrany, que garante ter se acostumado logo com a novidade. - Foi um susto de 10 minutos. Depois, fiquei feliz, foi muita bênção.
Os bebês, que foram registrados nos nomes das duas mães, são frutos de inseminação artificial com sêmen de um doador anônimo, realizada em setembro.
- Engravidei logo na primeira tentativa. O médico injetou o sêmen e vieram três porque Deus quis. Três anjinhos, cada um de uma placenta. Eles são parecidos, mas dá para diferenciar bem cada um - garante a PM
‘Não sofremos nenhum tipo de preconceito. Nossos filhos crescerão sabendo que têm duas mães’
- LORRANY FIGUEIREDOPM casada com bancária

Lorrany diz que Benício, Samuel e Vicente são "muito bonzinhos, só acordam para mamar".

- Eles mamam no meu peito e no da Lidiane. Ela está amamentando por relactação (processo em que se aplica uma sonda no peito das mães que não têm leite, para transferir um composto nutricional alocado em um copo).


A soldado Lorrany, de 30 anos, alocada no Estado-Maior Geral da PM, e a administradora Lidiane, de 35, que trabalha em um banco, estão juntas desde 2010 e oficializaram a união em 2014. Engravidar era um desejo antigo do casal.
- Eu sempre quis gerar, e ela não queria, mas tinha vontade de ter filhos. Unimos o útil aoagradável. Pretendíamos adotar um após a primeira gravidez, mas como vieram três, teremos que adiar os plano da adoção - afirma Lorrany, acrescentando que Lidiane ajuda em todos os cuidados com os bebês. 

- Ela troca fraldas, dá banho... É como se fosse um filho e meio para cada uma, está sendo uma super mãe.


A PM, que ficará de licença maternidade pelos próximos seis meses, garante que nunca foi vítima de discriminação por ser casada e ter decidido ter filho com outra mulher:

- Não sofremos nenhum tipo de preconceito. Nossos filhos crescerão sabendo que têm duas mães.

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